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Antônio Francisco Braga(BIOGRAFIA)

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Antônio Francisco Braga (1868 – 1945),nasceu no Rio de Janeiro, no dia 15 de abril de 1868, foi músico, maestro, compositor sinfônico e professor da Escola Nacional de Música. Ingressou aos 8 anos, por proteção do Alto Tamandaré, no Asilo de Meninos (atual Instituto João Alfredo) de onde saiu aos 21 anos, em 14 abr 1888. Ali, integrando a banda escolar, aprendeu a tocar vários instrumentos e, a compor em 1887, concluiu o curso de clarineta com Antônio Luís de Moura em 1886, tendo também sido aluno de Carlos de Mesquita (harmonia e contraponto). Freqüentou o Conservatório Imperial de Música, no Rio. De 1890-1900 .Em 1890 participou do concurso oficial para a escolha do novo Hino Nacional brasileiro, classificando-se entre os quatro primeiros colocados e, com isso, obteve bolsa de dois anos para estudar na Europa. Foi então para Paris, onde estudou composição com Jules Massenet e, posteriormente, fixou residência em Dresden, Alemanha, tendo tirado 1º lugar em concurso no Conservatório de Música em Paris, cidade onde realizou concertos com música brasileira.


Influenciado pelo compositor alemão Wagner, decidiu compor uma obra de maiores proporções, utilizando recursos cênicos, vocais e orquestrais. Assim, baseado em novela de Bernardo Guimarães, compôs Jupira, ópera em um ato, que dirigiu pela primeira vez no Teatro Lírico do Rio de Janeiro em 1900, ano da sua volta ao Brasil. Dois anos depois foi nomeado professor do Instituto Nacional de Música, no Rio. Em 1905 compôs o Hino à Bandeira, cujos versos são de Olavo Bilac. Suas composições primavam pelo bom acabamento e leveza de técnica, sem complexidade aparente, marca de sua formação francesa. As inúmeras composições de marchas e hinos lhe valeram o apelido de "Chico dos Hinos".Em 1908 compôs, a partir de temas nacionais, a música para O contratador de diamantes, drama de Afonso Arinos, e em 1909, na inauguração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, foi apresentado em primeira audição seu poema sinfônico Insônia. Em 1912 participou da fundação da Sociedade de Concertos Sinfônicos, da qual se tornou diretor artístico e regente, permanecendo à frente da orquestra por vinte anos. Presidente perpétuo da Sociedade Pró-Música e fundador do Sindicato dos Músicos, Francisco Braga foi escolhido como Patrono da Cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Música. Foi consagrado, por Dec. 62.863 de 10 mar 1968, o patrono das Bandas de Música e Marcial da Marinha de Guerra, por haver delas sido professor, ensaiador e por vezes regente, de 17 abr 1905 – 27abr 1931, ou por mais de 22 anos. Ele atingiu as culminâncias de Arte Musical e foi uma das glórias ou uma espécie de Patriarca da Música Brasileira..,.. Compôs o famoso Pranto a Bandeira em que extravasou sua dor pela catástrofe de 21 jan 1906 do encouraçado "Aquidabã", na baia de Jacuacanga, em Angra dos Reis. Composição que executou na então Banda de Música do Corpo de Marinheiros Nacionais em 1912, quando do falecimento do Barão do Rio Branco e mais tarde, a bordo do paquete "Ubá", que transportou desde Dakar, os corpos de 121 vítimas da gripe espanhola, integrantes da Divisão Naval de Operações de Guerra (D.N.O.G.) enviado pelo Brasil para auxiliar o esforço de guerra aliada. Francisco Braga nasceu e faleceu no Rio, em 15 abr e em 17 mar 1945. É glória do Instituto João Alfredo

Obras do Autor
Missa de S. Francisco Xavier (s.d.)
Missa de S. Sebastião (s.d.)
Te Deum (s.d.)
Stabat Mater (s.d.)
Trezena de S. Francisco de Paula (s.d.)
A Paz, poema com coro (s.d.)
Oração pela Pátria, poema com coro (s.d.)
Trio, para piano, violino e violoncelo (s.d.)
Dois Quintetos) (s.d.)
Quarteto para instrumentos de sopro (s.d.)
Virgens Mortas, canção com letra de Olavo Bilac (s.d.)
Trovador do Sertão, para canto e orquestra (s.d.)
Hino à juventude brasileira (s.d.)
Hino à Paz (s.d.)
Paysage (1895)
Cauchemar (1896)
Brasil, marcha (1898)
Marabá, poema sinfônico, sua primeira obra com temática nacional (1898)
Episódio Sinfônico
Jupira, ópera (1898)
A Pastoral, episódio lírico (1903)
Hino à Bandeira Nacional (1905)
Canto de Outono, para orquestra de arcos (1908)
O Contratador de Diamantes, música incidental (1908)
Insônia, poema sinfônico (1908)
Anita Garibaldi, ópera (1912-1922)


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